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Diretor do Butantan diz que vacina será importante nas próximas ondas da covid-19
Reuters

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou que a possibilidade de uma vacina produzida por São Paulo, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, está deixando todos “animados e esperançosos”.

Ele explicou um pouco mais sobre a fase 3 de testes, que será realizada com nove mil voluntários brasileiros. “Os teste clínicos são feitos por centros clínicos, que estão distribuídos por todo o Brasil. O teste final de uma vacina precisa ter amostra representativa das pessoas de diversas regiões.”

Ao que tudo indica, essa fase, que teve investimento de R$ 85 milhões, será iniciada já em julho de 2020. Se tudo der certo — e a eficácia e a segurança da droga forem comprovadas — a vacina contra a covid-19 pode estar disponível no SUS em cerca de 12 meses.

“Essa vacina não vai ajudar nessa epidemia, que deve terminar antes do fim do ano. Mas será importante para segundas, terceiras, quarta ondas — que muitos países já estão enfrentando”, explicou.

Dimas Covas tranquilizou os brasileiros: das mais de 100 vacinas estudadas, 10 chegaram na fase de estudo clínico. Dessas, a que está na mira do Butantan é uma das três com mais potencial de ser efetiva. Como o Instituto não comercializa, toda a produção será disponibilizada ao SUS “assim como a vacina da gripe”.

As Fase 1 e Fase 2, já superadas na China e feitas com grupos mais seletos, testaram possíveis efeitos colaterais e a segurança delas. “Nessa Fase 3, queremos saber a efetividade em situações reais. Uma parte do grupo vai receber a droga e outra parte vai receber placebo. Eles não vão saber, nem os pesquisadores. Só assim a gente avalia a efetividade.”

Covas, porém, alertou que ainda nada é 100% certo. “Quando a vacina chega nessa fase é porque tem possibilidades de ser bem sucedida, mas isso pode não acontecer. Mas todos os indicadores mostram que tem real chance de ter sucesso.”

O que é um grande risco, de acordo com ele, é a população achar que a reabertura é um “liberou geral”. “Ainda estamos em quarentena, com reaberturas controladas. Se as pessoas circularem e se aglomerarem, o vpirus vai se espalhar mais rapidamente. A máscara é importante, mas não é absoluta.”

“As pessoas podem achar que a vida voltou ao normal, mas o Brasil é hoje o país que tem mais casos por dia. As pessoas não podem achar que a vida vai voltar ao normal agora”, finalizou.

 

Fonte – Jovem Pan News

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